Para além da AI: a comunicação (realmente) estratégica vem antes de qualquer ferramenta

O título da minha primeira coluna aqui neste espaço diz muito sobre a minha proposta de discussão com vocês: a comunicação como uma matéria que deve ser olhada para além das ferramentas das quais ela se utiliza. Isso porque, vejo a prática como uma que está intrínseca na nossa existência e na convivência com outros. Ainda que você se isole do mundo, numa cabana no Alasca, como vemos nos filmes, saber se comunicar pode ser essencial para sua sobrevivência.

Lembram que boa parte do que manteve o personagem de Tom Hanks vivo, em Náufrago (Cast Away, 2000), foram seus diálogos com Wilson, sua bola de vôlei?

Pois, para os negócios, a lógica não é diferente – é preciso saber se comunicar para sobreviver. E, para isso, mais do que o canal pelo qual a mensagem vai chegar no cliente, é essencial definir primeiro quem é o público, quais são as dores que o meu cliente vai responder e como ele vai fazer isso (mensagens-chave).

Acredito que o segredo é parar de olhar para as ferramentas – redes sociais, branded content, LinkedIn executivo, assessoria de imprensa, marketing digital – como a estratégia em si. Elas são apenas meios de disseminar uma mensagem com a mesma função – fazer com que as empresas cheguem aos seus públicos.

Infelizmente, ainda é muito comum encontrar empresas que têm suas estratégias de comunicação baseadas em ferramentas. Ou seja, elas têm uma estratégia de assessoria de imprensa, outra de marketing digital, outra de redes sociais e assim por diante.

A minha proposta para vocês é simples: olhar para a comunicação e ponto. Dar mais ênfase ao que podemos dizer para responder às demandas dos consumidores daquela informação e, apenas como último passo, como vamos chegar a eles – afinal, temos meios de sobra para isso.

Para além da AI (ou de qualquer ferramenta)

Estamos em um mundo extremamente mutável e um canal que funciona bem hoje, pode não estar adequado para o seu público amanhã. A assessoria de imprensa mudou, assim como as redes sociais mudaram, assim como o marketing digital mudou e assim como mudam as formas de produzir conteúdo.

Por outro lado, todas essas transformações não impactaram um fator em comum – as pessoas seguem consumindo informação. E, é exatamente por esse motivo, que não podemos restringir a comunicação a uma única ferramenta ou enviar mensagens diferentes em diversas delas.

Comunicação realmente estratégica

Como, então, pensar na comunicação antes da ferramenta? Entendendo o público ao qual ela vai se dirigir.

Compreenda, primeiro, com quem (mais especificamente possível) a empresa quer falar, quais são as demandas desse público e os diálogos nos quais ele se envolve. Estude o grau de conhecimento que ele tem e, somente depois, como essas pessoas se informam.

A partir daí é direcionar as mensagens de forma consistente pelos diferentes canais, identificando e selecionando quais são realmente importantes para esse diálogo se manter vivo.

Futuro do trabalho de comunicação

O futuro do bom relacionamento entre as marcas e seus públicos está, para mim, onde sempre esteve – na comunicação clara, concisa, consistente, coerente – independentemente do canal. Digo e repito: uma só ferramenta não faz verão. O trabalho de comunicação, seja em agências ou internamente em empresas, não deveria se apoiar em ferramentas, mas em fazer a comunicação acontecer, com ou sem a assessoria de imprensa.

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