Acredito que todos vocês, ou pelo menos a maioria, já ouviram a seguinte frase: “Bem legal essa matéria, mas não saiu o backlink do meu site”.
Triste, chato, mas é fato!
Desde que iniciei na área de Assessoria de Imprensa, em 2006, essa tem sido uma verdadeira queda de braço nas agências de PR. Por um lado, temos nós, assessores, que desejamos comprovar valor de nossas entregas com métricas tangíveis, como por exemplo cliques e, na outra ponta do balcão, temos os jornalistas e veículos resistentes a colocar esses links por uma série de motivos editoriais e técnicos. Isso rende pano pra manga há anos!
O chamado SEO (Search Engine Optimization) é uma das principais ferramentas dentro do marketing digital, uma das áreas que mais cresce. De acordo com uma pesquisa desenvolvida pela 8D Hubify, 56,1% das empresas brasileiras já investem cerca de 5% do faturamento em marketing digital. Além disso, o estudo indica que 56,7% dos entrevistados pretendem aumentar esses investimentos ainda este ano.
Por isso, essa guerra tende a não acabar tão cedo.
É claro que, do ponto de vista de PR, sabemos da importância de tais backlinks nos materiais, gerando mais endosso, credibilidade e, o principal, direcionando um leitor (e potencial lead) para o portal do nosso cliente. Mas é preciso também que esses clientes estejam abertos a ouvir e entender os argumentos do assessor.
Somos nós que estamos na linha de frente e quando passamos um feedback de que o jornalista retirou o link do release ou matéria que enviamos, é porque (pode ter certeza) já tentamos alternativas e já tentamos negociar com o jornalista.
O que é preciso entender é que não ter saído o link que o cliente queria, não deveria desvalorizar um resultado. Sabemos os esforços e dedicações nos bastidores para conquistar um clipping bacana, principalmente nos últimos anos.
Por fim, tenho visto uma certa onda ‘megalomaníaca’ de clientes que exigem capa, o link ou ainda matérias exclusivamente sobre ele (de preferência com uma foto bem grande), há ainda outros que falam “quanto custa? eu pago”. Isso é triste e desvaloriza o nosso empenho.
É claro que o mercado de PR está em evolução e acredito que encontraremos novas e melhores formas de provarmos o nosso valor de forma tangível. Mas, até lá, devemos reforçar a ‘educação do cliente’ para que ele entenda que nossa atuação depende de fatores que não controlamos (como o jornalista ou a linha editorial do veículo). Portanto, um tanto de parcimônia nunca é demais!