Da busca ao desaparecimento: por que sua marca precisa estar presente nas IAs

Atualmente, cada vez mais pessoas ignoram os links e vão direto às respostas geradas por IAs como ChatGPT, Perplexity ou Gemini. Elas não desejam mais buscar, querem a resposta pronta e contextualizada. Essa mudança está reformulando não apenas o comportamento dos usuários, mas toda a lógica do marketing de conteúdo e da comunicação. E, como os dados não mentem, aqui estão algumas evidências relevantes:

  • O tempo de uso do ChatGPT cresceu 98% em 2025, enquanto os apps de busca caíram 3% (Sensor Tower).
  • 58,5% das pesquisas terminam em zero clique (SparkToro).
  • Chatbots de IA reduzem em 96% o tráfego de referência para sites de notícias e blogs (Tollbit).

Isso significa que, mesmo sem acessar diretamente os sites, as pessoas continuam se informando, mas agora através de respostas geradas por IA, muitas vezes com base em conteúdos que nós, comunicadores, ajudamos a construir.

Do SEO ao GEO e AEO: a nova fronteira da visibilidade digital

A nova sopa de letrinhas do marketing agora inclui o GEO – Generative Engine Optimization, ou otimização para mecanismos generativos.  Além de preparar o conteúdo com base em técnicas de SEO (Search Engine Optimization) para aparecer nos resultados de busca, o objetivo agora é garantir que esse conteúdo seja citado pelas inteligências artificiais.

Se antes a preocupação era perder posições no Google, hoje o maior risco é a invisibilidade digital. Se a sua marca não aparece nas respostas dos assistentes de IA, ela simplesmente deixa de existir para milhões de usuários que nem sequer clicam em links.

É relevante? Vejamos alguns números: o tráfego de referência gerado por IA generativa para sites de PMEs (nos EUA) aumentou 123% em apenas seis meses, enquanto os cliques em pesquisas clássicas diminuíram ligeiramente em relação ao ano anterior.

Por isso, nosso mercado agora também precisa lidar com o AEO (Answer Engine Optimization), disciplina que controla como os LLMs (Large Language Models), também conhecidos como “mecanismos de resposta” (ChatGPT, Copilot, Gemini, Claude, Perplexity, AI Overviews), falam sobre uma marca.

Qual é o papel dos profissionais de comunicação e assessoria de imprensa quando a IA vira fonte?

Além de conquistar visibilidade na mídia tradicional, precisamos criar conteúdo (em blogs, releases, entrevistas e artigos) que seja interpretado como relevante, confiável e atual por sistemas generativos.

As IAs não apenas leem o conteúdo disponível na internet, elas aprendem com ele. Quanto mais um conteúdo ou marca transmite autoridade, clareza e confiabilidade, maiores são as chances de ser citado como fonte nas respostas geradas. Traduzindo isso para a prática:

Sinais de autoridade – o que a IA reconhece como confiável

  • Autoria reconhecida: artigos assinados por especialistas, com cargo e reputação pública.
  • Domínio e veículo confiáveis: sites institucionais, imprensa qualificada, domínios com boa reputação.
  • Citações e backlinks: quando outros sites de autoridade mencionam ou linkam para o seu conteúdo.
  • Fontes e dados verificáveis: conteúdos com evidências, relatórios e números claros.

Reputação no ecossistema digital – o contexto importa

  • Presença consistente: sites e canais atualizados, com publicações regulares.
  • Coerência narrativa: mensagens alinhadas nos diferentes pontos de contato.
  • Presença editorial confiável: matérias, entrevistas e artigos em veículos respeitados.
  • Relevância temática: participação ativa nos assuntos e discussões centrais do setor de atuação da marca.

Percebeu como tudo está conectado? O GEO utiliza vários critérios já presentes no SEO, incrementados pela busca de informações de fontes confiáveis (website, veículos de imprensa), que respondam de forma clara a pergunta do usuário.

Mais do que nunca, o PR, com a comunicação constante e geração de visibilidade na imprensa, torna-se essencial para que as marcas sejam também “lidas” por máquinas.

Em tempos de IA, os algoritmos são alimentados com o conteúdo que colocamos no mundo. Então, que tal garantir que a sua marca esteja entre os exemplos que as IAs aprendem a citar?

Afinal, o futuro da comunicação não será construído apenas com palavras-chave, mas com significado.

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