Quem é vivo, sempre aparece…
E nessa de fazer com que os clientes apareçam, eu mesma acabei sumindo. E por isso, meus mais sinceros pedidos de desculpas. Obrigada pelo espaço, Leandro Sobral <3.
Vamos seguindo daqui com assuntos fresquinhos?
Bora lá, tem texto novo na minha amada coluna!
Na WIRED de 17 de outubro, o jornalista Steven Levy compartilhou uma experiência curiosa.
Durante uma viagem à Itália, pediu ao GPT-5 recomendações de restaurantes em Roma. A resposta levou-o ao Babette, um lugar encantador a poucos metros do hotel — e, segundo ele, uma das melhores refeições de sua vida.
De volta para casa, Levy quis entender como a IA havia chegado àquela indicação.
O modelo explicou que baseara sua escolha em avaliações de moradores, menções em blogs gastronômicos e matérias na imprensa italiana.
A história, aparentemente banal, revela algo essencial sobre o nosso tempo: mesmo na era da inteligência artificial, a imprensa continua sendo o alicerce da credibilidade.
São as reportagens, análises e citações públicas que alimentam o que as máquinas entendem como “confiável”, “relevante” e “recomendável”.
Estar na mídia, portanto, nunca foi apenas sobre visibilidade.
É sobre existir nas camadas onde a reputação se forma — inclusive para os algoritmos.
Quando uma marca aparece em veículos de imprensa, ela não só fala com pessoas, mas também com as inteligências que aprendem a partir dessas fontes: Google Gemini, GPT-5, e todas as IAs que modelam a percepção global.
A IA pode gerar conteúdo, prever tendências, até sugerir restaurantes em Roma.
Mas ela não cria legitimidade.
Ela aprende com quem já tem.
Por isso, mais do que nunca, comunicação e assessoria de imprensa são infraestrutura de reputação.
São o que define quem será lembrado — não só nas manchetes, mas também nas respostas das máquinas.
E, no fim das contas, como mostrou Steven Levy, até o jantar perfeito pode começar com uma boa matéria.