Na minha última coluna abri um papo sobre a precificação dos serviços de Assessoria de Imprensa, com o objetivo da gente conversar sobre as motivações que cada um tem na hora de precificar e que, nem sempre, só diz respeito à necessidade pelo dinheiro.
Dando sequência a esse tema, hoje o papo é mais prático. Quero ajudar quem está começando a trabalhar por conta e precisa aprender a montar o preço do serviço. E também quem já trabalha de maneira autônoma, mas busca a minha coluna para aprender mais sobre gestão financeira.
É importante ressaltar que as dicas que compartilho partem da minha experiência com a minha empresa, e dos alunos e agências que dou consultoria. Como sugiro sempre, pegue aqui o que faz sentido e aplique na sua realidade 🙂
// O QUE CONSIDERAR NA SUA PRECIFICAÇÃO
- Porcentagem dos custos fixos da operação: energia, internet, servidor de e-mails, plataforma de mailing, contabilidade… Tudo que você paga por mês para poder executar o seu serviço e manter sua empresa aberta, precisa estar no seu radar para cobrar um fee mensal que te permita cobrir os custos e ter lucro.
Pegue o valor do item, divida pelo número de clientes que você possui e assim terá uma % aproximada de quanto do que ele paga, vai para sanar aquele custo. E assim sucessivamente com cada item da lista. Quanto mais clientes você traz ou maior for o valor cobrado de cada um, mais você dilui os custos entre eles e maior a sua margem de lucro.
Exemplo: Possuo dois clientes atualmente, que pagam R$3.500,00 cada um e o meu escritório de contabilidade cobra R$400 por mês. Logo, eu já sei que cada cliente paga R$200,00 deste custo. Se eu dobrar o número de clientes, esse custo já se distribui e ‘come’ menos do meu lucro.
- Nota Fiscal: às vezes o olho brilha pelo valor final, mas esquecemos que pagamos o imposto em cima do que lucramos. Eu, particularmente, emito nota fiscal de todos os meus serviços – tudo entra pela conta da empresa e com nota emitida – e é o que recomendo. Pagamos imposto, muitas vezes é um alto valor, mas eu prefiro não arrumar dor de cabeça depois.
E justamente por isso já passo para o meu cliente o valor do serviço com a nota. Quando monto o valor, já coloco na minha planilha a % da NF e a média de cada custo que falei no item acima.
- A sua hora de trabalho: é essencial saber quanto custa sua hora de trabalho, até para você saber definir metas para aumentar seus ganhos pessoais – que não têm relação com o que entra na empresa, lembra?).
Além disso, você precisa saber quanto custa a hora do seu funcionário – incluindo os encargos da CLT. Isso é fundamental para o item abaixo.
- Quantas horas serão dedicadas: na hora de precificar você precisa estimar quantas horas diárias / semanais serão dedicadas para aquele projeto, sejam horas do seu trabalho, quanto pessoa(s) da sua equipe que irá atender o cliente.
Pela experiência, você vai tendo uma noção da dificuldade que cada cliente oferecerá, de acordo com o nicho, o tipo de veículo almejado, a complexidade do tema… Você define uma quantidade de horas mensais que serão dedicadas àquela conta – e o quanto isso vai custar.
Este item é essencial para você saber quanto de tempo está dedicando para cada cliente e analisar frequentemente se a atenção que aquela conta exige faz sentido para o fee mensal dele ou se é preciso controlar melhor o tempo dedicado a ela.
Também é fundamental para você fazer gestão de equipe, não colocando um funcionário cuja hora é mais elevada para atender um cliente que paga menos, porque isso significa que a sua margem de lucro ali está sendo diminuída.
- Acompanhamento presencial: por aqui, eu já incluo o acompanhamento das entrevistas presenciais como parte do serviço, porque sei que ficar prestando conta e pedindo reembolso depois é algo que dá muita dor de cabeça. Então, de acordo com o perfil do cliente, possuo uma ideia do potencial que aquela conta tem de fechar coisas presenciais e defino o valor para uma quantidade mínima mensal de custos com acompanhamento.
No meu caso, incluo acompanhamento em SP sem custo extra para o cliente. Então calculo quanto essa diária custaria e insiro no orçamento pelo menos duas diárias por mês (ou mais, a depender do perfil do cliente e do que eu acredito que possa necessitar). Se ocorrer estou coberta, caso não ocorra, minha margem será maior e esse valor vai para o meu caixa.
// PAPOS QUE PODEM COMPLEMENTAR COM ESSA PAUTA
- Aqui converso sobre o CUSTO FIXO e como ele pode detonar seu financeiro se não for acompanhado de maneira frequente e próxima.
- Já aqui, converso sobre o Financeiro da sua Agência, e como tocar o setor: executar você mesma, delegar ou terceirizar? Vale a leitura.
- E nesta coluna converso sobre um erro crucial na Gestão Financeira e que você deve evitar.
Fez sentido, te ajudou?
Conte comigo se precisar de ajuda 🙂
Abraços, Thaise Xavier
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